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    Ignorar as mudanças climáticas provocará "sofrimento incalculável", diz estudo

    Um novo artigo, reunindo assinaturas de quase 14.000 cientistas de todo mundo, alerta sobre um “sofrimento incalculável” para o futuro da humanidade, caso o aquecimento global não comece a ser imediatamente combatido — principalmente, por parte das políticas públicas. A pesquisa avaliou os sinais vitais da Terra baseada em 31 variáveis, que vão desde a emissão de gases de efeito estufa até a perda da Floresta Amazônica — e o resultado é alarmante.

    O novo estudo é, na verdade, a atualização de um alerta emitido em 2019. No entanto, desde então, houve um aumento significativo em relação aos desastres relacionados ao clima global. O que não faltam são exemplos, como as tempestades extremas pelo Atlântico e ciclones devastadores na África, no sul da Ásia e no Pacífico Ocidental. Além disso, a pesquisa relata sobre os altos níveis de concentração de CO2 atmosférico, que alimentam ainda mais o derretimento do gelo nos polos — a espessura do gelo glacial encontra-se em seu ponto mais baixo.

    O mapa revela a grande perda da biomassa da Floresta Amazônica nos últimos anos, provocada pelo desmatamento e incêndios florestais (Imagem: Reprodução/ESA)

    O relatório também reúne alguns aspectos positivos, como o aumento recorde no uso de energia solar e eólica, mas isto não é o suficiente para mudar um cenário sombrio previsto para o futuro. De acordo com o estudo, desastres relacionados ao clima, como inundações, furacões, incêndios florestais e ondas de calor, tendem a ser cada vez mais intensos e frequentes. Os pesquisadores alertam que muitos sistemas estão atingidos seu ponto de inflexão, como é o caso da Floresta Amazônica que passa a emitir carbono em vez de capturá-lo, em virtude das queimadas.

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    A conclusão é óbvia: as ações voltadas para a recuperação do planeta devem ser imediatas e em grande escala. A equipe de cientistas sugere três frentes: a implementação de um preço de carbono “significativo” para reduzir a emissão de gases de efeito estufa; a eliminação gradual de combustíveis fósseis, até reduzir por completo; e a restauração e proteção dos ecossistemas que removem carbono da atmosfera, como as florestas. Vale destacar que a ONU lançou neste ano a campanha de recuperação dos ecossistemas terrestres e marinhos até o fim desta década.

    Segundo os autores, se essas três políticas forem adotadas em breve, temos chances de garantir uma sustentabilidade a longo prazo para a civilização humana. “A velocidade da mudança é essencial e as novas políticas climáticas devem fazer parte dos planos de recuperação da COVID-19”, acrescentam. A equipe internacional de cientistas também planeja lançar um novo relatório nos próximos anos, avaliando se houve alguma mudança positiva e significativa. De todo modo, não há mais tempo a perder.

    O relatório foi integralmente publicado no fim de julho deste ano na revista Nature.

    Leia a matéria no Canaltech.

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    Wyllian Torres

    Um novo artigo, reunindo assinaturas de quase 14.000 cientistas de todo mundo, alerta sobre um “sofrimento incalculável” para o futuro da humanidade, caso o aquecimento global não comece a ser imediatamente combatido — principalmente, por parte das políticas públicas. A pesquisa avaliou os sinais vitais da Terra baseada em 31 variáveis, que vão desde a emissão de gases de efeito estufa até a perda da Floresta Amazônica — e o resultado é alarmante.

    O novo estudo é, na verdade, a atualização de um alerta emitido em 2019. No entanto, desde então, houve um aumento significativo em relação aos desastres relacionados ao clima global. O que não faltam são exemplos, como as tempestades extremas pelo Atlântico e ciclones devastadores na África, no sul da Ásia e no Pacífico Ocidental. Além disso, a pesquisa relata sobre os altos níveis de concentração de CO2 atmosférico, que alimentam ainda mais o derretimento do gelo nos polos — a espessura do gelo glacial encontra-se em seu ponto mais baixo.

    O mapa revela a grande perda da biomassa da Floresta Amazônica nos últimos anos, provocada pelo desmatamento e incêndios florestais (Imagem: Reprodução/ESA)

    O relatório também reúne alguns aspectos positivos, como o aumento recorde no uso de energia solar e eólica, mas isto não é o suficiente para mudar um cenário sombrio previsto para o futuro. De acordo com o estudo, desastres relacionados ao clima, como inundações, furacões, incêndios florestais e ondas de calor, tendem a ser cada vez mais intensos e frequentes. Os pesquisadores alertam que muitos sistemas estão atingidos seu ponto de inflexão, como é o caso da Floresta Amazônica que passa a emitir carbono em vez de capturá-lo, em virtude das queimadas.

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    A conclusão é óbvia: as ações voltadas para a recuperação do planeta devem ser imediatas e em grande escala. A equipe de cientistas sugere três frentes: a implementação de um preço de carbono “significativo” para reduzir a emissão de gases de efeito estufa; a eliminação gradual de combustíveis fósseis, até reduzir por completo; e a restauração e proteção dos ecossistemas que removem carbono da atmosfera, como as florestas. Vale destacar que a ONU lançou neste ano a campanha de recuperação dos ecossistemas terrestres e marinhos até o fim desta década.

    Segundo os autores, se essas três políticas forem adotadas em breve, temos chances de garantir uma sustentabilidade a longo prazo para a civilização humana. “A velocidade da mudança é essencial e as novas políticas climáticas devem fazer parte dos planos de recuperação da COVID-19”, acrescentam. A equipe internacional de cientistas também planeja lançar um novo relatório nos próximos anos, avaliando se houve alguma mudança positiva e significativa. De todo modo, não há mais tempo a perder.

    O relatório foi integralmente publicado no fim de julho deste ano na revista Nature.

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