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    “Rei do Bitcoin” é indiciado por organização criminosa após golpe bilionário

    A Polícia Federal (PF) indiciou na última terça-feira (3) Cláudio José de Oliveira, conhecido como o “Rei do Bitcoin”, pelos crimes de formação de organização criminosa, estelionato, crime contra a economia popular, crime falimentar, crime contra sistema financeiro e tentativa de embaraço a investigações. Ele é acusado de comandar um esquema criminoso que resultou no roubo de mais de R$ 1,5 bilhão em Bitcoins.

    Além de Oliveira, sua esposa, Lucinara da Silva Oliveira, também foi indiciada por estelionato, organização criminosa e crime conta a economia. O esquema também contava com a participação de sete pessoas ligadas ao Grupo Bitcoin Banco, usado como ponto central da fraude, que foram indiciadas por crimes falimentares.

    O “Rei do Bitcoin” foi preso no início de julho, acusado de ajudar no desvio de criptomoedas pertencentes a mais de 7 mil investidores. A defesa do casal Oliveira afirmou ao G1 que está trabalhando na elucidação dos fatos e que acredita que a acusação é baseada em evidências incompletas e conclusões precipitadas, que serão esclarecidas durante o processo. Junto ao indiciamento, a PF pediu a prorrogação da prisão dos dois suspeitos.

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    Podcast Porta 101: a equipe do Canaltech discute quinzenalmente assuntos relevantes, curiosos, e muitas vezes polêmicos, relacionados ao mundo da tecnologia, internet e inovação. Não deixe de acompanhar.
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    Entenda o caso

    O Grupo Bitcoin Banco foi criado em 2017 e continuou operando normalmente por dois anos, até que se disse forçado a interromper suas operações como consequência de um ataque hacker. Um inquérito foi aberto na Polícia Federal para investir o caso, mas os administradores da empresa se mostraram pouco cooperativos e recusaram o acesso a documentos e informações que poderiam ajudar a elucidar o caso.

    Um dos veículos apreendidos durante a prisão de Oliveira Imagem: Divulgação/Polícia Federal

    A empresa também deixou de cumprir a promessa de devolver os valores supostamente roubados a seus clientes, afirmando que dependia do prosseguimento das investigações e de acordos extrajudiciais para prosseguir com isso. Esses elementos, junto a outros dados obtidos durante a investigação, resultaram na abertura de uma nova investigação sobre práticas criminosas que estavam sendo conduzidas pela companhia.

    Para atrair clientes, a corretora apostava em uma imagem de sucesso financeiro nas redes sociais, usando perfis que exibiam produtos de luxo e a realização de grandes eventos. Aos clientes era oferecido um software que trazia informações falsas sobre seus investimentos, cuja maior parte era desviada pelos donos da empresa e seus associados.

    Leia a matéria no Canaltech.

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    Felipe Gugelmin

    A Polícia Federal (PF) indiciou na última terça-feira (3) Cláudio José de Oliveira, conhecido como o “Rei do Bitcoin”, pelos crimes de formação de organização criminosa, estelionato, crime contra a economia popular, crime falimentar, crime contra sistema financeiro e tentativa de embaraço a investigações. Ele é acusado de comandar um esquema criminoso que resultou no roubo de mais de R$ 1,5 bilhão em Bitcoins.

    Além de Oliveira, sua esposa, Lucinara da Silva Oliveira, também foi indiciada por estelionato, organização criminosa e crime conta a economia. O esquema também contava com a participação de sete pessoas ligadas ao Grupo Bitcoin Banco, usado como ponto central da fraude, que foram indiciadas por crimes falimentares.

    O “Rei do Bitcoin” foi preso no início de julho, acusado de ajudar no desvio de criptomoedas pertencentes a mais de 7 mil investidores. A defesa do casal Oliveira afirmou ao G1 que está trabalhando na elucidação dos fatos e que acredita que a acusação é baseada em evidências incompletas e conclusões precipitadas, que serão esclarecidas durante o processo. Junto ao indiciamento, a PF pediu a prorrogação da prisão dos dois suspeitos.

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    Entenda o caso

    O Grupo Bitcoin Banco foi criado em 2017 e continuou operando normalmente por dois anos, até que se disse forçado a interromper suas operações como consequência de um ataque hacker. Um inquérito foi aberto na Polícia Federal para investir o caso, mas os administradores da empresa se mostraram pouco cooperativos e recusaram o acesso a documentos e informações que poderiam ajudar a elucidar o caso.

    Um dos veículos apreendidos durante a prisão de Oliveira Imagem: Divulgação/Polícia Federal

    A empresa também deixou de cumprir a promessa de devolver os valores supostamente roubados a seus clientes, afirmando que dependia do prosseguimento das investigações e de acordos extrajudiciais para prosseguir com isso. Esses elementos, junto a outros dados obtidos durante a investigação, resultaram na abertura de uma nova investigação sobre práticas criminosas que estavam sendo conduzidas pela companhia.

    Para atrair clientes, a corretora apostava em uma imagem de sucesso financeiro nas redes sociais, usando perfis que exibiam produtos de luxo e a realização de grandes eventos. Aos clientes era oferecido um software que trazia informações falsas sobre seus investimentos, cuja maior parte era desviada pelos donos da empresa e seus associados.

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