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    Facebook desenvolve internet sem fio alternativa e robô conector de fibra óptica

    Levar acesso à internet a áreas remotas é um dos desejos do Facebook já há algum tempo. Como parte desse esforço, o grupo de Conectividade da empresa trabalha em alguns projetos: um cabo submarino que vai conectar a Europa aos EUA, um robô que instala fibra óptica (o Bombyx, cujo nome vem do latim e significa bicho-da-seda) e um sistema que oferece internet de alta velocidade pelo ar, o Terragraph.

    Os estudos com o Terragraph começaram em 2015 e os que envolvem o Bombyx, em 2018 — Ambas as soluções buscam baratear a oferta de internet. “Quase metade do mundo ainda não tem acesso à internet”, diz Mike Schroepfer, CTO do Facebook.

    Imagem: Divulgação/Facebook

    Dan Rabinovitsj, vice-presidente de conectividade do Facebook aponta que o preço do acesso é a principal razão para esse abismo digital. “Especialmente em países em que é preciso oferecer internet a menos de US$ 1 por dia. Já ajudamos a acelerar o acesso de mais de 300 milhões de pessoas e esperamos permitir conectividade de alta qualidade a preços acessíveis para o próximo bilhão.”

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    Robô Bombyx

    O Bombyx pode ser usado em qualquer localidade que tenha estruturas de fornecimento de energia. Ele é parte de um sistema que instala fibra óptica em cabos de energia aéreos em vez de ter de precisar enterrá-los. O processo é quase totalmente automático. O projeto passou por atrasos com a chegada da pandemia, mas agora já está sendo negociado com distribuidoras de energia.

    Imagem: Divulgação/Facebook

    Elegante e estiloso, o pequeno robô é instalado na linha de energia e, enquanto a percorre, enrola fibra óptica nela. Como a fibra óptica é muito sensível, o material é reforçado com Kevlar, que aumenta sua resistência e permite que suporte o calor produzido pelas linhas de energia de média voltagem. Além disso, essa fibra é 10 vezes menor e mais leve do que um cabo regular.

    Segundo o Facebook, o robô foi aprimorado para poder se equilibrar nos fios. O Bombyx leva 24 fios de fibra óptica — inicialmente, ele levava 96, mas a companhia descobriu que um cabo pode levar internet a até 1 mil residências nas proximidades. Segundo o Facebook, o Bombys será capaz de instalar mais de um quilômetro de fibra óptica, passando por dezenas de obstáculos intermediários, em uma hora e meia.

    Sistema Terragraph

    Já o Terragraph é um sistema mesh Wi-Fi na faixa de 60 GHz que usa nós em estruturas já existentes, como postes e semáforos. Com isso, é capaz de oferecer velocidades semelhantes às disponíveis em redes de fibra óptica — só que pelo ar. “Com isso, qualquer um pode implantá-lo sem ter de obter uma licença”, aponta Yael Maguire, vice-presidente de tecnologia do Facebook. “Isso o torna bastante acessível.”

    O Terragraph usa o padrão 802.11ay definido pela WiFi Alliance. Desenvolvido em parceria com a Qualcomm, já está disponível em Anchorage, no Alasca (adotado pela Cambuim Networks), e em Perth, na Austrália, entre outras localidades. “Levar fibra para a ultima milha é um dos maiores desafios. O que explica porque somente 17% das residências do mundo têm conexões por fibra óptica”, destaca Yael Maguire.

    Imagem: Divulgação/Facebook

    Ao Convergência Digital, o Facebook informou que ainda não há detalhes sobre a implantação do Terragraph no Brasil. A empresa diz, porém, que “nossos parceiros OEM estão trabalhando com provedores de serviços locais para trazer o Terragraph para a região”.

    O interesse do Facebook nesse segmento tem preocupado os especialistas em privacidade. Rabinovitsj ressalta que o Facebook não é um provedor de internet e que as tecnologias desenvolvidas nessa área têm sido licenciadas gratuitamente. Ele admite, no entanto, que a companhia se beneficia com o maior compartilhamento de dados pelo mundo.

    Peter Micek, conselheiro da Access Now, disse à Wired que se preocupa justamente com esse aspecto dos projetos. “Tudo o que eles tocam parece ter o objetivo de minerar dados” diz. “Eu me preocuparia com qualquer empresa que quer controlar todas as camadas do acesso à internet, mas especialmente com o Facebook, que há quase duas décadas mostra que tudo tem de ser do jeito deles.”

    Leia a matéria no Canaltech.

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    Roseli Andrion

    Levar acesso à internet a áreas remotas é um dos desejos do Facebook já há algum tempo. Como parte desse esforço, o grupo de Conectividade da empresa trabalha em alguns projetos: um cabo submarino que vai conectar a Europa aos EUA, um robô que instala fibra óptica (o Bombyx, cujo nome vem do latim e significa bicho-da-seda) e um sistema que oferece internet de alta velocidade pelo ar, o Terragraph.

    Os estudos com o Terragraph começaram em 2015 e os que envolvem o Bombyx, em 2018 — Ambas as soluções buscam baratear a oferta de internet. “Quase metade do mundo ainda não tem acesso à internet”, diz Mike Schroepfer, CTO do Facebook.

    Imagem: Divulgação/Facebook

    Dan Rabinovitsj, vice-presidente de conectividade do Facebook aponta que o preço do acesso é a principal razão para esse abismo digital. “Especialmente em países em que é preciso oferecer internet a menos de US$ 1 por dia. Já ajudamos a acelerar o acesso de mais de 300 milhões de pessoas e esperamos permitir conectividade de alta qualidade a preços acessíveis para o próximo bilhão.”

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    Robô Bombyx

    O Bombyx pode ser usado em qualquer localidade que tenha estruturas de fornecimento de energia. Ele é parte de um sistema que instala fibra óptica em cabos de energia aéreos em vez de ter de precisar enterrá-los. O processo é quase totalmente automático. O projeto passou por atrasos com a chegada da pandemia, mas agora já está sendo negociado com distribuidoras de energia.

    Imagem: Divulgação/Facebook

    Elegante e estiloso, o pequeno robô é instalado na linha de energia e, enquanto a percorre, enrola fibra óptica nela. Como a fibra óptica é muito sensível, o material é reforçado com Kevlar, que aumenta sua resistência e permite que suporte o calor produzido pelas linhas de energia de média voltagem. Além disso, essa fibra é 10 vezes menor e mais leve do que um cabo regular.

    Segundo o Facebook, o robô foi aprimorado para poder se equilibrar nos fios. O Bombyx leva 24 fios de fibra óptica — inicialmente, ele levava 96, mas a companhia descobriu que um cabo pode levar internet a até 1 mil residências nas proximidades. Segundo o Facebook, o Bombys será capaz de instalar mais de um quilômetro de fibra óptica, passando por dezenas de obstáculos intermediários, em uma hora e meia.

    Sistema Terragraph

    Já o Terragraph é um sistema mesh Wi-Fi na faixa de 60 GHz que usa nós em estruturas já existentes, como postes e semáforos. Com isso, é capaz de oferecer velocidades semelhantes às disponíveis em redes de fibra óptica — só que pelo ar. “Com isso, qualquer um pode implantá-lo sem ter de obter uma licença”, aponta Yael Maguire, vice-presidente de tecnologia do Facebook. “Isso o torna bastante acessível.”

    O Terragraph usa o padrão 802.11ay definido pela WiFi Alliance. Desenvolvido em parceria com a Qualcomm, já está disponível em Anchorage, no Alasca (adotado pela Cambuim Networks), e em Perth, na Austrália, entre outras localidades. “Levar fibra para a ultima milha é um dos maiores desafios. O que explica porque somente 17% das residências do mundo têm conexões por fibra óptica”, destaca Yael Maguire.

    Imagem: Divulgação/Facebook

    Ao Convergência Digital, o Facebook informou que ainda não há detalhes sobre a implantação do Terragraph no Brasil. A empresa diz, porém, que “nossos parceiros OEM estão trabalhando com provedores de serviços locais para trazer o Terragraph para a região”.

    O interesse do Facebook nesse segmento tem preocupado os especialistas em privacidade. Rabinovitsj ressalta que o Facebook não é um provedor de internet e que as tecnologias desenvolvidas nessa área têm sido licenciadas gratuitamente. Ele admite, no entanto, que a companhia se beneficia com o maior compartilhamento de dados pelo mundo.

    Peter Micek, conselheiro da Access Now, disse à Wired que se preocupa justamente com esse aspecto dos projetos. “Tudo o que eles tocam parece ter o objetivo de minerar dados” diz. “Eu me preocuparia com qualquer empresa que quer controlar todas as camadas do acesso à internet, mas especialmente com o Facebook, que há quase duas décadas mostra que tudo tem de ser do jeito deles.”

    Leia a matéria no Canaltech.

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